Um contributo precioso para a história das ideias
Simplesmente fantástico, este projecto acabadinho de sair dos fervilhantes Google Labs. Com a ajuda de gráficos simples e claros e uma imensa base de dados de cinco milhões de livros (alojados no Google Books), temos um vislumbre da ascensão e declínio de conceitos e palavras ao longo dos últimos quinhentos anos da história humana. É explorar, meus amigos, é explorar: Google Ngram Viewer
Neste gráfico fica patente, por exemplo, a partir de que momento na história o mundo de língua inglesa (isto é, o resto do mundo) começou a dar mais importância ao Brasil do que a Portugal.
Neste gráfico fica patente, por exemplo, a partir de que momento na história o mundo de língua inglesa (isto é, o resto do mundo) começou a dar mais importância ao Brasil do que a Portugal.
A urbe no século XXI
O último número da World Policy Journal traz um dossier fantástico, Megalópolis, para quem gosta de pensar Cidade(s). A não perder: MIT Press Journals - World Policy Journal
Da literatura
«(...) Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela.(...)»
Mario Vargas Llosa in "Em Defesa do Romance". Integralmente aqui ou aqui
Mario Vargas Llosa in "Em Defesa do Romance". Integralmente aqui ou aqui
Despesas militares comparadas
Um gráfico extraordinário, que ajuda a colocar as coisas na sua devida perspectiva. No top 50 dos países que mais gastam dinheiro com a tropa, por relação ao seu orçamento nacional, a maioria é do chamado "terceiro mundo", e sobretudo do chamado mundo árabe, nações que certamente deveriam ter outras prioridades (só falta dizerem que a culpa é de quem vende...) de investimento, sendo que os EUA ficam em 28º: Orçamento militar - porcentagem do PIB - Comparação entre Países
A última década e o lado cheio da garrafa
Na Foreign Policy. Uma excelente análise da primeira década do século XXI, aparentemente trágica para os adeptos da narrativa apocalíptica. Uma janela sobre balanços que não fazem manchetes:
«The past 10 years have gotten a bad rap as the "Naughty Aughties" -- and deservedly so, it seems, for a decade that began with 9/11 and the Enron scandal and closed with the global financial crisis and the Haiti earthquake. In between, we witnessed the Asian tsunami and Hurricane Katrina, SARS and swine flu, not to mention vicious fighting in Sudan and Congo, Afghanistan and, oh yes, Iraq. Given that our brains seem hard-wired to remember singular tragedy over incremental success, it's a hard sell to convince anyone that the past 10 years are worthy of praise.
But these horrific events, though mortal and economic catastrophes for many millions, don't sum up the decade as experienced by most of the planet's 6-billion-plus people. For all its problems, the first 10 years of the 21st century were in fact humanity's finest, a time when more people lived better, longer, more peaceful, and more prosperous lives than ever before.»
Opening Gambit: Best. Decade. Ever. - By Charles Kenny | Foreign Policy
«The past 10 years have gotten a bad rap as the "Naughty Aughties" -- and deservedly so, it seems, for a decade that began with 9/11 and the Enron scandal and closed with the global financial crisis and the Haiti earthquake. In between, we witnessed the Asian tsunami and Hurricane Katrina, SARS and swine flu, not to mention vicious fighting in Sudan and Congo, Afghanistan and, oh yes, Iraq. Given that our brains seem hard-wired to remember singular tragedy over incremental success, it's a hard sell to convince anyone that the past 10 years are worthy of praise.
But these horrific events, though mortal and economic catastrophes for many millions, don't sum up the decade as experienced by most of the planet's 6-billion-plus people. For all its problems, the first 10 years of the 21st century were in fact humanity's finest, a time when more people lived better, longer, more peaceful, and more prosperous lives than ever before.»
Opening Gambit: Best. Decade. Ever. - By Charles Kenny | Foreign Policy
Ray Bradbury. 90 anos.
«The things that you do, should be things that you love, and the things that you love should be things that you do».
Viver no espaço
Nos anos 70, a agência espacial NASA pediu a artistas para criarem futuras colónias humanas no espaço. O resultado está aqui: Totally Awesome Space Colonies - Boing Boing
Navegar é preciso
No subterrâneos da web, altas movimentações se agigantam. E colocam em risco este modelo livre de internet que temos tido há cerca de duas décadas. Esperemos que o futuro não seja isto. A propósito de um acordo entre a Google e a Verizon:
«(...) A leitura da proposta é estarrecedora. Basicamente, quando ela for aprovada as redes wireless passam a ter os conteúdos que cada operador decidir vender e o consumidor e os agentes do mercado perdem poder e voz, manietados por leis que colocam nas mãos da pequena parcela de empresas que controlarem o mercado não apenas a decisão do que é ou não é conteúdo público como a capacidade de julgar quem discorde. (...)»
Adeus neutralidade, olá "auto-estradas da informação" - Ondas na Rede - Comunidade Correio da Manhã
«(...) A leitura da proposta é estarrecedora. Basicamente, quando ela for aprovada as redes wireless passam a ter os conteúdos que cada operador decidir vender e o consumidor e os agentes do mercado perdem poder e voz, manietados por leis que colocam nas mãos da pequena parcela de empresas que controlarem o mercado não apenas a decisão do que é ou não é conteúdo público como a capacidade de julgar quem discorde. (...)»
Adeus neutralidade, olá "auto-estradas da informação" - Ondas na Rede - Comunidade Correio da Manhã
O Facebook e as relações humanas
De como as redes sociais digitais influenciam o nosso comportamento social, ou abrem novas vias para velhas tendências. Algumas tão antigas como a espécie humana. Como afirma um dos entrevistados, Nelson Zagalo (que faz aqui uma excelente introdução ao tema), “A razão disto (da facilidade com que se fazem e desfazem novos amigos na web) prende-se com a necessidade fundamental que temos de viver em grupo e de ter companhia. Como tal todas as possibilidades que se abrem à hipótese de construção de relações com o outro são aproveitadas. A parte benéfica das redes sociais é que aqui o contacto social possui uma rede de segurança que é a distância física e o assincronismo”. Uma reportagem muito curiosa da Outlook: d_econo_facebook_3.7.2010.pdf (objeto application/pdf)
Da ética
«(...) Se Deus não existe, o que será da ética? Desde o século XVII que esta tem sido uma das questões centrais da filosofia. Na idade moderna, houve um relativo consenso de que a ética deve ser entendida como fenómeno humano — produto das necessidades, interesses e desejos do homem — e nada mais.
Thomas Hobbes (1588–1679) foi o primeiro pensador moderno importante a fornecer uma fundamentação secular e naturalista para a ética. Hobbes, que ganhava a vida como tutor e secretário de famílias aristocráticas, era monárquico e materialista, o que não raras vezes o colocou em sarilhos. Hobbes pressupõe que "bom" e "mau" são nomes que damos às coisas de que gostamos ou de que não gostamos. Assim, quando tu e eu gostamos de coisas diferentes, é por considerarmos boas ou más coisas diferentes. Contudo, Hobbes disse que este é um traço fundamental da nossa psicologia. Somos basicamente criaturas egoístas que querem viver tão bem quanto venha a ser possível. Isto é a chave para entender a ética. A ética surge quando as pessoas compreendem o que hão-de fazer para viver bem.
Hobbes refere que cada um de nós vive incomensuravelmente melhor se viver num sistema de cooperação social em vez de viver por conta própria. Os benefícios da vida social vão além da camaradagem. A cooperação social torna possível a existência de escolas, hospitais e auto-estradas; casas com electricidade e aquecimento central; aviões e telefones, jornais e livros; filmes, ópera e bingo; ciência e agricultura. Sem a cooperação social perderíamos tudo isso. Assim, é vantajoso para cada um nós fazer o que é necessário para estabelecer e manter a sociedade cooperativa.
Mas parece que uma sociedade mutuamente cooperativa só pode existir se adoptarmos certas regras de comportamento — regras que exigem que se diga a verdade, que cumpramos as nossas promessas, que respeitemos a vida e a propriedade dos outros, e assim por diante:
- Sem o pressuposto de que as pessoas falam a verdade, não haveria razão para as pessoas prestarem atenção ao que os outros dizem. A comunicação seria impossível. E sem comunicação entre os seus membros, a sociedade entraria em colapso.
- Sem a exigência de as pessoas cumprirem as suas promessas, não poderia haver divisão do trabalho — os trabalhadores não acreditariam que seriam pagos, os distribuidores não poderiam confiar nos acordos com os fornecedores, e assim por diante — e a economia entraria em colapso. Não haveria comércio, construção civil, agricultura, ou medicina.
- Sem a protecção contra assaltos, homicídios e roubos, ninguém se sentiria seguro. Todos estariam em alerta constante relativamente aos outros, e a cooperação social seria impossível.
Assim, para obter os benefícios da vida social, temos de celebrar um contrato uns com os outros, em que cada um de nós concorda em obedecer às regras que este estabelece, desde que os outros também o façam. Este "contrato social" é a base da moralidade. Logo, a moralidade pode ser entendida como o conjunto de regras que pessoas racionais consentem em obedecer, para seu benefício mútuo, desde que as outras pessoas também o façam. (...)»
James Rachels, in “Problems from Philosophy”
Os livros e a realidade
«(...) Como toda a gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou para nos convencer de que os têm; os livros, com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas.
Li quase tudo quanto os nossos historiadores, os nossos poetas e mesmo os nossos narradores escreveram, apesar de estes últimos serem considerados frívolos, e devo-lhes talvez mais informações do que as que recebi das situações bastante variadas da minha própria vida. A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos. Em contrapartida, e posteriormente, a vida fez-me compreender os livros.
Mas estes mentem, mesmo os mais sinceros. Os menos hábeis, por falta de palavras e de frases onde possam abrangê-la, traçam da vida uma imagem trivial e pobre; alguns, como Lucano, tornam-na mais pesada e obstruída com uma solenidade que ela não tem. Outros, pelo contrário, como Petrónio, aligeiram-na, fazem dela uma bola saltitante e vazia, fácil de receber e de atirar num universo sem peso. Os poetas transportam-nos a um mundo mais vasto ou mais belo, mais ardente ou mais doce que este que nos é dado, por isso mesmo diferente e praticamente quase inabitável. Os filósofos, para poderem estudar a realidade pura, submetem-na quase às mesmas transformações a que o fogo ou o pilão submetem os corpos: coisa alguma de um ser ou de um facto, tal como nós o conhecemos, parece subsistir nesses cristais ou nessas cinzas. Os historiadores apresentam-nos, do passado, sistemas excessivamente completos, séries de causas e efeitos exactos e claros de mais para terem sido alguma vez inteiramente verdadeiros; dispõem de novo esta dócil matéria morta, e eu sei que Alexandre escapará sempre mesmo a Plutarco. Os narradores, os autores de fábulas milésias, não fazem mais, como os carniceiros, que pendurar no açougue pequenos bocados de carne apreciados pelas moscas. Adaptar-me-ia muito mal a um mundo sem livros; mas a realidade não está lá, porque eles a não contêm inteira. (...)»
Marguerite Yourcenar, in "Memórias de Adriano"
Li quase tudo quanto os nossos historiadores, os nossos poetas e mesmo os nossos narradores escreveram, apesar de estes últimos serem considerados frívolos, e devo-lhes talvez mais informações do que as que recebi das situações bastante variadas da minha própria vida. A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos. Em contrapartida, e posteriormente, a vida fez-me compreender os livros.
Mas estes mentem, mesmo os mais sinceros. Os menos hábeis, por falta de palavras e de frases onde possam abrangê-la, traçam da vida uma imagem trivial e pobre; alguns, como Lucano, tornam-na mais pesada e obstruída com uma solenidade que ela não tem. Outros, pelo contrário, como Petrónio, aligeiram-na, fazem dela uma bola saltitante e vazia, fácil de receber e de atirar num universo sem peso. Os poetas transportam-nos a um mundo mais vasto ou mais belo, mais ardente ou mais doce que este que nos é dado, por isso mesmo diferente e praticamente quase inabitável. Os filósofos, para poderem estudar a realidade pura, submetem-na quase às mesmas transformações a que o fogo ou o pilão submetem os corpos: coisa alguma de um ser ou de um facto, tal como nós o conhecemos, parece subsistir nesses cristais ou nessas cinzas. Os historiadores apresentam-nos, do passado, sistemas excessivamente completos, séries de causas e efeitos exactos e claros de mais para terem sido alguma vez inteiramente verdadeiros; dispõem de novo esta dócil matéria morta, e eu sei que Alexandre escapará sempre mesmo a Plutarco. Os narradores, os autores de fábulas milésias, não fazem mais, como os carniceiros, que pendurar no açougue pequenos bocados de carne apreciados pelas moscas. Adaptar-me-ia muito mal a um mundo sem livros; mas a realidade não está lá, porque eles a não contêm inteira. (...)»
Marguerite Yourcenar, in "Memórias de Adriano"
Grandes leituras
Uma farturinha do melhor jornalismo de sempre, numa lista de ensaios e reportagens de revistas. Por aqui anda gente como John Updike, Norman Mailer, Hannah Arendt, Susan Sontag, Hunter S. Thompson ou Tom Wolfe. Imperdível: Cool Tools: The Best Magazine Articles Ever
Os nativos do digital
As novas gerações já nascem e crescem num ambiente de omni-presença da informática e do online. Para os jovens, nunca houve outra coisa e um computador é tão natural como respirar. Para muitos isso é assustador, para outros, como eu, não é motivo para dramatismo, é bom e é mau, abre um mundo de problemas mas também de possibilidades. Tal como a vida antes do digital. Os problemas e as possibilidades são apenas diferentes.
A melhor estratégia perante isto, sobretudo para pais e educadores - é um absurdo, já agora, que esta nova e incontornável realidade ainda não tenha chegado em força às escolas e que a par com a difusão da tecnologia (Magalhães e afins) não existam já disciplinas de cidadania digital, segurança na web ou simplesmente de introdução à internet - é, desde já, perceber do que estamos a falar quando falamos de cultura digital. Este artigo ajuda: Understanding the Digital Natives | Monday Note
A melhor estratégia perante isto, sobretudo para pais e educadores - é um absurdo, já agora, que esta nova e incontornável realidade ainda não tenha chegado em força às escolas e que a par com a difusão da tecnologia (Magalhães e afins) não existam já disciplinas de cidadania digital, segurança na web ou simplesmente de introdução à internet - é, desde já, perceber do que estamos a falar quando falamos de cultura digital. Este artigo ajuda: Understanding the Digital Natives | Monday Note
As redes sociais e a privacidade
Sou um adepto ferrenho da web e das redes sociais, mas não ignoro que toda esta avalanche de novidade também arrasta problemas. E não são poucos nem ligeiros - nem são, na sua essência, muito diferentes dos problemas de sempre, simplesmente ampliados pela tecnologia e pela rede. Daí a necessidade urgente de trazer para a ribalta (e para as escolas, rapidamente e em força) a educação para uma cidadania informática. Este post coloca questões pertinentes: A aba de Heisenberg - Privacidade, onde estás?:
Bill Gates e uma visão optimista do mundo e do futuro
Mais pontos altos do Festival de Ideias de Aspen aqui.
Sobreviver ao Século XXI
Uma lição imperdível do astrónomo e autor britânico Martin Rees, um dos grandes intelectuais do nosso tempo. Sobre a ciência e o futuro da humanidade: BBC - BBC World Service Programmes - The Reith Lectures, Scientific Horizons, Episode 2: Surviving the Century
Stephen Pinker, os novos média e o desenvolvimento humano
«NEW forms of media have always caused moral panics: the printing press, newspapers, paperbacks and television were all once denounced as threats to their consumers’ brainpower and moral fiber.
So too with electronic technologies. PowerPoint, we’re told, is reducing discourse to bullet points. Search engines lower our intelligence, encouraging us to skim on the surface of knowledge rather than dive to its depths. Twitter is shrinking our attention spans.
But such panics often fail basic reality checks. When comic books were accused of turning juveniles into delinquents in the 1950s, crime was falling to record lows, just as the denunciations of video games in the 1990s coincided with the great American crime decline. The decades of television, transistor radios and rock videos were also decades in which I.Q. scores rose continuously.
For a reality check today, take the state of science, which demands high levels of brainwork and is measured by clear benchmarks of discovery. These days scientists are never far from their e-mail, rarely touch paper and cannot lecture without PowerPoint. If electronic media were hazardous to intelligence, the quality of science would be plummeting. Yet discoveries are multiplying like fruit flies, and progress is dizzying. Other activities in the life of the mind, like philosophy, history and cultural criticism, are likewise flourishing, as anyone who has lost a morning of work to the Web site Arts & Letters Daily can attest. (...)». Continua aqui: Op-Ed Contributor - Mind Over Mass Media - NYTimes.com
So too with electronic technologies. PowerPoint, we’re told, is reducing discourse to bullet points. Search engines lower our intelligence, encouraging us to skim on the surface of knowledge rather than dive to its depths. Twitter is shrinking our attention spans.
But such panics often fail basic reality checks. When comic books were accused of turning juveniles into delinquents in the 1950s, crime was falling to record lows, just as the denunciations of video games in the 1990s coincided with the great American crime decline. The decades of television, transistor radios and rock videos were also decades in which I.Q. scores rose continuously.
For a reality check today, take the state of science, which demands high levels of brainwork and is measured by clear benchmarks of discovery. These days scientists are never far from their e-mail, rarely touch paper and cannot lecture without PowerPoint. If electronic media were hazardous to intelligence, the quality of science would be plummeting. Yet discoveries are multiplying like fruit flies, and progress is dizzying. Other activities in the life of the mind, like philosophy, history and cultural criticism, are likewise flourishing, as anyone who has lost a morning of work to the Web site Arts & Letters Daily can attest. (...)». Continua aqui: Op-Ed Contributor - Mind Over Mass Media - NYTimes.com
Young and Innocent. Um grande Hitchcock esquecido
Um dos últimos filmes que o mestre fez em Inglaterra. Disponível para download em domínio público, aqui: Young and Innocent (The Girl Was Young) : Edward Black : Free Download & Streaming : Internet Archive
As Cores
I am a member of the council of the naval mutiny
And no traitor to my conscience having done my sworn duty
These are my last words before the scaffold
and I charge you all to hear
How a wretched British sailor became a citizen mutineer
Pressed into service to carry powder I was
loyal to the crack of the whip
If I starved on the streets of Bristol, I
starved worse on a British ship
Red is the colour of the new republic
Blue is the colour of the sea
White is the colour of my innocence
Not surrender to your mercy
I was woken from my misery by the words of Thomas Paine
On my barren soil they fell like the sweetest drops of rain
Red is the colour of the new republic
Blue is the colour of the sea
White is the colour of my innocence
Not surrender to your mercy
So in the spring of the year we took the fleet
Every cask and cannon and compass sheet
And we flew a Jacobin flag to give us heart
While Pitt stood helpless we were waiting for Bonaparte
Red is the colour of the new republic
Blue is the colour of the sea
White is the colour of my innocence
Not surrender to your mercy
All you soldiers, all you sailors, all you labourers of the land
All you beggars, all you builders, all
you come here to watch me hang
To the masters we are the rabble, we are the 'swinish multitude'
But we can re-arrange the colours of the
red and the white and the blue
Red is the colour of the new republic
Blue is the colour of the sea
White is the colour of my innocence
Not surrender to your mercy
Red is the colour of the new republic
Blue is the colour of the sea
White is the colour of my innocence
Not surrender to your mercy
The Men They Couldn't Hang
Problemas
Lista de questões filosófica mal resolvidas: List of unsolved problems in philosophy - Wikipedia, the free encyclopedia
A morte de um bardo
E um olhar muito interessante sobre o neo-paganismo, uma espécie de mistura de nostalgia da Idade Média (ou, pelo menos, de uma certa Idade Média...) e da antiguidade pré-cristã europeia com panteismo, e uma expressão religiosa multifacetada, como todas as expressões religiosas, de resto, que reúne cada vez mais adeptos - não há nenhum recenseamento rigoroso, como é evidente, mas algumas fontes apontam para mais de três milhões de adeptos no mundo e a crescer, sobretudo congregados na sub-cultura Wiccan.
Mas vale a pena é ler o texto: Hrafspa ; Killing the Buddha
a foto vem daqui
A espiritualidade do silêncio
Uma excelente reportagem BBC sobre a ausência de ruído e as virtudes de uma existência contemplativa. É um trabalho centrado apenas na dimensão mística do silêncio, mas vale muito a pena: BBC iPlayer - Heart And Soul: The Spirituality of Silence
Portugal. Uma senhora entrevista
«As novas gerações têm um problema que está para além do interesse pela História. Há essa procura que esbarra com a História que é ensinada nas escolas, que não tem que ver com nada. É a História como era há 30 anos, uma História estrutural em que não há pessoas, não há sociedade, é abstracta. Ninguém interessa. Há aquela abstracção mais ou menos marxista. Tem uma característica muito particular: a História antes era ensinada como uma narrativa e agora é ensinada com uma série de fichas, de apontamentos. Os próprios livros já não têm narrativa, são apontamentos. Aquilo é tudo fichas, nada daquilo é interessante, as minhas filhas detestam História, odeiam a História que é ensinada, é das disciplinas mais odiadas, é mais odiada hoje que o latim há mais de 30 ou 40 anos. Temos aquele paradoxo de que nas escolas toda a gente odeia a História, fora da escola toda a gente se interessa pela história. Alguma coisa está errada com a História que se ensina na escola.»
«Temos de distinguir entre graus de responsabilidade. Por um lado, a de todos os que estiveram em posições de direcção e responsabilidade na sociedade portuguesa e no Estado nas últimas décadas. Por outro lado, o partido que domina o governo há 15 anos é o PS, que tentou convencer os portugueses que a despesa pública era a maneira de criar riqueza a Portugal. A economia parou e estagnou. Finalmente, todos os que estiveram no poder nos últimos anos e continuaram a linha do PS. Há ainda a responsabilidade colectiva, porque estas pessoas foram eleitas por nós. O maior problema de Portugal é o endividamento do Estado, mas também é o dos particulares, que também foi fomentado. Mas esse endividamento privado corresponde também a decisões individuais e as pessoas devem assumir as suas próprias responsabilidade.»
Rui Ramos: Se Sócrates ficar na história terá de ser pelas más razões
«Temos de distinguir entre graus de responsabilidade. Por um lado, a de todos os que estiveram em posições de direcção e responsabilidade na sociedade portuguesa e no Estado nas últimas décadas. Por outro lado, o partido que domina o governo há 15 anos é o PS, que tentou convencer os portugueses que a despesa pública era a maneira de criar riqueza a Portugal. A economia parou e estagnou. Finalmente, todos os que estiveram no poder nos últimos anos e continuaram a linha do PS. Há ainda a responsabilidade colectiva, porque estas pessoas foram eleitas por nós. O maior problema de Portugal é o endividamento do Estado, mas também é o dos particulares, que também foi fomentado. Mas esse endividamento privado corresponde também a decisões individuais e as pessoas devem assumir as suas próprias responsabilidade.»
Rui Ramos: Se Sócrates ficar na história terá de ser pelas más razões
Indie Podcasts
Um mundo de música do outro mundo. Grátis. Aqui: PodOmatic | Podcast - Indie Disco - UNKLE vs. Hybrid vs. MOBY vs. Dead Can Dance
Lobo Antunes, uma entrevista
Excelente entrevista a Lobo Antunes na edição online da Folha de São Paulo. Destaco dois excertos e fica o link como sempre no fim:
«Quando eu era psiquiatra, tinha a sensação de ser uma enorme orelha onde as pessoas iam despejar coisas. Isso também tem que ver com o fato de não termos quem nos ouça. As pessoas estão muito sozinhas. A nossa solidão é muito grande, ninguém ouve ninguém. Não temos tempo para ouvir o outro, pois perdemos a vida a ganhá-la. Chegamos a casa tão cansados que não temos tempo para os outros. Eu acho um milagre que, com internet, tanto tempo em transporte, marido, mulher, cão, gato, criança, as pessoas ainda leiam. Acho que são uns heróis. As solicitações são tão grandes.»
«A jantares não vou porque as pessoas ficam à espera de que eu diga coisas inteligentes. E esperar isso é como esperar que um acrobata ande na rua dando saltos mortais. Eu sou um homem comum, só que o meu trabalho é fazer livros. Uma vez, um homem encontrou aquela atriz, a Sara Bernhard, em Paris, e perguntou para ela: "A senhora é Sara Bernhard?". E ela: "Vou ser logo à noite". Eu só sou esse tal de Lobo Antunes quando estou escrevendo. E agora estou tentando começar um livro, cheio de medo, como de costume.»
Folha Online - Ilustrada - Lobo Antunes diz que escritores também têm que ser "showmen" - 24/04/2010
«Quando eu era psiquiatra, tinha a sensação de ser uma enorme orelha onde as pessoas iam despejar coisas. Isso também tem que ver com o fato de não termos quem nos ouça. As pessoas estão muito sozinhas. A nossa solidão é muito grande, ninguém ouve ninguém. Não temos tempo para ouvir o outro, pois perdemos a vida a ganhá-la. Chegamos a casa tão cansados que não temos tempo para os outros. Eu acho um milagre que, com internet, tanto tempo em transporte, marido, mulher, cão, gato, criança, as pessoas ainda leiam. Acho que são uns heróis. As solicitações são tão grandes.»
«A jantares não vou porque as pessoas ficam à espera de que eu diga coisas inteligentes. E esperar isso é como esperar que um acrobata ande na rua dando saltos mortais. Eu sou um homem comum, só que o meu trabalho é fazer livros. Uma vez, um homem encontrou aquela atriz, a Sara Bernhard, em Paris, e perguntou para ela: "A senhora é Sara Bernhard?". E ela: "Vou ser logo à noite". Eu só sou esse tal de Lobo Antunes quando estou escrevendo. E agora estou tentando começar um livro, cheio de medo, como de costume.»
Folha Online - Ilustrada - Lobo Antunes diz que escritores também têm que ser "showmen" - 24/04/2010
De como a web alarga horizontes
«(...) This study suggests that Internet users are a bunch of ideological Jack Kerouacs. They’re not burrowing down into comforting nests. They’re cruising far and wide looking for adventure, information, combat and arousal. This does not mean they are not polarized. Looking at a site says nothing about how you process it or the character of attention you bring to it. It could be people spend a lot of time at their home sites and then go off on forays looking for things to hate. But it probably does mean they are not insecure and they are not sheltered.
If this study is correct, the Internet will not produce a cocooned public square, but a free-wheeling multilayered Mad Max public square. The study also suggests that if there is increased polarization (and there is), it’s probably not the Internet that’s causing it.»
Op-Ed Columnist - Riders on the Storm - NYTimes.com
If this study is correct, the Internet will not produce a cocooned public square, but a free-wheeling multilayered Mad Max public square. The study also suggests that if there is increased polarization (and there is), it’s probably not the Internet that’s causing it.»
Op-Ed Columnist - Riders on the Storm - NYTimes.com
Einstein e o Mistério
«The most beautiful thing we can experience is the mysterious. It is the source of all true art and science. He to whom this emotion is a stranger, who can no longer pause to wonder and stand rapt in awe, is as good as dead: his eyes are closed.», Albert Einstein
A internet, hoje
JESS3 / The State of The Internet from JESS3 on Vimeo.
Cortesia do incontornável Jornalista Programador
Arte Xávega: Um documentário
Da página:
Praticada um pouco por toda a costa centro de Portugal, a Arte Xávega, uma tradição centenária que ganhava vida nos meses de Verão. Foi adquirindo ao longo dos tempos, particularidades únicas em cada praia, onde o sacrifício e a cumplicidade comungam de mãos dadas.
Outrora comum nos areais, a Xávega é hoje, apenas uma memória que se mantém viva através de recriações populares, motivadas por crenças religiosas ou pela promoção turística.
Uma homenagem aos pescadores de mil tormentas. Homens de pele rude, coração devoto à família e aos céus que em cada rebentação inspiram uma promessa vã.
Um documentário de Paulo César Fajardo (2010, Portugal).
E este é o Paulo César Fajardo
Desenvolvimento humano
Um site que realmente coloca as coisas em perspectiva: World Bank Data Visualizer
Um Atlas mundial de sons
Os sons também são um património, natural ou humano. E algum desse património também se perde. A BBC tem um projecto online no sentido de preservar sons característicos de certos locais. Chama-se "Save Our Sounds".
«We’re really excited about Save Our Sounds, but we need your help to create an audio map of the world. We’re especially keen to preserve endangered sounds for future generations.
You can get involved by sending us sounds from where you live, and then listen your way around the world with our interactive map.»
BBC World Service - Save Our Sounds - Audio Map
«We’re really excited about Save Our Sounds, but we need your help to create an audio map of the world. We’re especially keen to preserve endangered sounds for future generations.
You can get involved by sending us sounds from where you live, and then listen your way around the world with our interactive map.»
BBC World Service - Save Our Sounds - Audio Map
A I Grande Guerra segundo Tardi
Um clássico da Banda Desenhada, este "C'était la guerre des tranchées", do mestre Jacques Tardi, que é também um fresco histórico bastante rigoroso acerca de uma das guerras mais estúpidas e destrutivas da história da humanidade. Infelizmente penso que não está editada em Portugal, mas fica aqui uma amostra: wartre-preview.pdf (Objecto application/pdf)
Manuais de fotografia digital
A fotografia digital sem segredos. E ainda uma bela galeria de imagens de Cambridge. Um projecto de Sean McHugh: Digital Photography Tutorials
Os livros digitais e os limites da pirataria
É errado fazer o download de um ebook pirata depois de termos comprado a versão em papel? Randy Cohen, especialista em ética do NYT acha que não. Que é ilegal, mas que não é imoral. As editoras tradicionais, claro, discordam: The Ethicist - E-Book Dodge - Question - NYTimes.com
A Grande Muralha cheia de buracos
Excelente retrato este da única indústria original (em contraponto à cultura instalada da cópia) com que a China se começa a impor no mercado global. No caso, no mercado global das ditaduras, que andam atentíssimas aos colossais esforços do PC chinês para controlar o livre fluxo de informação na internet. Um retrato da indústria da censura digital a dar os primeiros passos. E a tropeçar.
«(...) This is China’s censorship machine, part George Orwell, part Rube Goldberg: an information sieve of staggering breadth and fineness, yet full of holes; run by banks of advanced computers, but also by thousands of Communist Party drudges; highly sophisticated in some ways, remarkably crude in others.(...)»
Continua aqui: China’s Censorship Machine Takes On the Internet - NYTimes.com
«(...) This is China’s censorship machine, part George Orwell, part Rube Goldberg: an information sieve of staggering breadth and fineness, yet full of holes; run by banks of advanced computers, but also by thousands of Communist Party drudges; highly sophisticated in some ways, remarkably crude in others.(...)»
Continua aqui: China’s Censorship Machine Takes On the Internet - NYTimes.com
A Google e o futuro dos livros
«If you care about the future of books, you need to understand the Google Book Settlement. It's a complicated legal document, but we've talked to some of its architects, detractors, and defenders - and break it all down for you.
The Google Book Settlement could easily be the twenty-first century's most important shift in how we deal with copyright in the world of publishing. To understand it, you need a little back story on the previous giant shift in copyright law, which happened about twelve years ago.(...)»
Continua aqui: 5 Ways The Google Book Settlement Will Change The Future of Reading - Futurism - io9
The Google Book Settlement could easily be the twenty-first century's most important shift in how we deal with copyright in the world of publishing. To understand it, you need a little back story on the previous giant shift in copyright law, which happened about twelve years ago.(...)»
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Nação Digital
O novo mundo (vale muito a pena ler o debate que se gerou na página): FRONTLINE: digital nation: watch the full program | PBS
As memórias digitais também morrem
Com o advento da fotografia digital, todos nos habituámos a armazenar milhares de fotografias de tudo e mais alguma coisa. Esquecemo-nos, no entanto, que todas estas memórias se podem perder de um momento para o outro e que nem os DVD's são eternos, apesar de serem bem mais fiáveis do que as "pens": Corremos o risco de perder as fotos de família
Na era digital, os livros não se julgam pelas capas
As capas são um elemento precioso na composição tradicional de um livro. Pela beleza (ou falta dela...), pela publicidade, mas também por uma questão de afagar o ego, mostrando aos outros o que andamos a ler. Com o advento dos ebooks e dos leitores digitais, desaparece o conceito habitual de capa ou de lombada e o acto de ler fica muito mais reservado. Um excelente artigo sobre esta faceta das novas realidades editoriaisIn E-Book Era, You Can’t Even Judge a Cover - NYTimes.com
O sacro poder
«(...) In none of these respects is the Catholic church unique. What makes it different – and what gives this crisis its depth – is the church's power. It had the authority, indeed the majesty, to compel victims and their families to collude in their own abuse and to keep hideous crimes secret for decades. It is that system of authority that is at the heart of the corruption. And that is why Benedict's pastoral letter, for all its expressions of "shame and remorse", is unable to deal with the central issue. The only adequate response to the crisis is a fundamental questioning of the closed, hierarchical power system of which the pope himself is the apex and the embodiment. It was never remotely likely that Benedict would be able to understand those questions, let alone answer them.(...)». Continua aqui: Arrogant, corrupt, secretive – the Catholic church failed to tackle evil | World news | The Observer
Nostalgias
Ainda mais demagógica do que a tese da "crise de valores" é a tese, que lhe está associada, do "antigamente é que era bom". Tenho andado nos últimos tempos, aliás, a pensar escrever um livro sobre isto, qualquer coisa intitulada "antigamente não era bom" ou coisa parecida.
Este discurso saudosista é interclassista, transversal à sociedade. É repetido por taxistas e por senadores de qualidade duvidosa como Almeida Santos. E é um discurso corrosivo, que acaba por minar o próprio estado de alma nacional. Porque a realidade é que nem os "valores" estão em "crise", nem antigamente foi melhor. Ainda que estejamos longe da excelência. Isto é, no meio termo há um longo caminho virtuoso que foi percorrido e que injustamente desprezamos.
Hoje passou-me pelos olhos uma prosa de uma figura grada do CDS de Coimbra, que no diário As Beiras citava o bullying como exemplo evidente da degradação educativa nacional e dos valores que supostamente se perderam. Como se "antigamente", ou até só há trinta anos atrás, que é o meu horizonte escolar de vida, não existisse bullying ou discriminação, e como se a escola não tivesse sido durante séculos um sítio de violência correctiva indiscriminada. Certamente tão ou mais traumática e geradora de personalidades violentos do que muito assédio no recreio.
Os tempos mudam e novos problemas se levantam, como a indisciplina crescente ou o laxismo avaliativo, reflexos da massificação e da democratização do ensino a que finalmente chegámos, depois de um longo antigamente maioritariamente para esquecer. Face a isso, aos novos desafios que a modernidade está e estará sempre a trazer à tona, podemos exigir ou lutar por novos caminhos, como a maior democratização da escola privada ou a maior responsabilização da família que o próprio articulista do CDS também defende e bem. O que não podemos é suspirar por um passado que nunca existiu e por uma superioridade moral que só existe na cabeça dos fadistas do Restelo.
Este discurso saudosista é interclassista, transversal à sociedade. É repetido por taxistas e por senadores de qualidade duvidosa como Almeida Santos. E é um discurso corrosivo, que acaba por minar o próprio estado de alma nacional. Porque a realidade é que nem os "valores" estão em "crise", nem antigamente foi melhor. Ainda que estejamos longe da excelência. Isto é, no meio termo há um longo caminho virtuoso que foi percorrido e que injustamente desprezamos.Hoje passou-me pelos olhos uma prosa de uma figura grada do CDS de Coimbra, que no diário As Beiras citava o bullying como exemplo evidente da degradação educativa nacional e dos valores que supostamente se perderam. Como se "antigamente", ou até só há trinta anos atrás, que é o meu horizonte escolar de vida, não existisse bullying ou discriminação, e como se a escola não tivesse sido durante séculos um sítio de violência correctiva indiscriminada. Certamente tão ou mais traumática e geradora de personalidades violentos do que muito assédio no recreio.
Os tempos mudam e novos problemas se levantam, como a indisciplina crescente ou o laxismo avaliativo, reflexos da massificação e da democratização do ensino a que finalmente chegámos, depois de um longo antigamente maioritariamente para esquecer. Face a isso, aos novos desafios que a modernidade está e estará sempre a trazer à tona, podemos exigir ou lutar por novos caminhos, como a maior democratização da escola privada ou a maior responsabilização da família que o próprio articulista do CDS também defende e bem. O que não podemos é suspirar por um passado que nunca existiu e por uma superioridade moral que só existe na cabeça dos fadistas do Restelo.
Hitchens, uma entrevista em português
A não perder, esta conversa do ensaísta Christopher Hitchens com Carlos Vaz Marques. Uma visão desassombrada e racional do mundo das crenças, religiosas e não só. Também esclarece alguns equívocos em relação ao ateísmo: Pessoal... e Transmissível - TSF
Teorias da inspiração
Ainda a propósito da maré negra católica, esta prosa deliciosa num blog novo a acompanhar com atenção: Aposto que o Dan Brown não chegava lá - A Douta Ignorância
Ainda a propósito da derrota da China na guerra da informação
«(...) Ms. Jones described a chaotic scene for Internet companies in China. She said attacks from hackers were rampant, fraudulent payments were common, and spammers worked without fear of punishment from the government.
Representative David Wu, Democrat of Oregon, said he thought more companies would follow the example of Go Daddy and Google and cut back operations in China. “Pretty soon you have a cascade going,” Mr. Wu said. “There is a difference between compliance and complicity.”(...)» Google Official Calls for Action on Internet Restrictions - NYTimes.com
Representative David Wu, Democrat of Oregon, said he thought more companies would follow the example of Go Daddy and Google and cut back operations in China. “Pretty soon you have a cascade going,” Mr. Wu said. “There is a difference between compliance and complicity.”(...)» Google Official Calls for Action on Internet Restrictions - NYTimes.com
ET's
Um Henrique Cardoso escreveu uma crónica no Expresso Online a dizer assim: «A Igreja tem o monopólio da pedofilia? Se um ET chegasse hoje a Portugal, ficaria a pensar que a Igreja Católica tem o monopólio da pedofilia, e colocaria a palavra "padre" como único sinónimo da palavra "pedófilo"» e depois continuava por ali abaixo, desenvolvendo este mote em defesa do clero. Eu fui lá e disse-lhe assim:Se os ET's tivessem o mesmo calibre intelectual do colunista, certamente pensariam tal coisa. Qualquer cidadão minimamente racional e esclarecido pensaria noutros termos. Certamente que não pensaria que a Igreja Católica tem o monopólio da pedofilia. O que pensaria é que esta que tem uma responsabilidade acrescida - pela sua auto-proclamada superioridade moral e pelo facto de ser uma organização eminentemente masculina que lida directamente com milhões de crianças - de acautelar e agir firmemente contra este tipo de coisas. O que nunca aconteceu.
O problema aqui, que o senhor colunista e outros fiéis parecem não perceber, nem é só o facto de existirem padres pedófilos, é sobretudo a forma como a Igreja Católica, incluído o actual Papa, lidou durante séculos com este problema. Ou melhor, como não lidou. Ou ocultou, sendo cúmplice pelo silêncio; ou aplicou penas pesadíssimas como transferências de paróquia ou de serviço. E só reagiu com firmeza (?...) quando os casos começaram a ser descobertos pelos média nos últimos anos - e só resta saber quando é que a batata quente explode também em Portugal... Mas até aí assobiaram para o ar e varreram para baixo do tapete. E isso é que é vergonhoso. E isso é que compromete definitivamente a legitimidade moral da instituição. Esta tendência de auto-vitimização (coitadinha da ICAR, tão injustamente atacada...), expressa por este cavalheiro Raposo, é não só ridícula como desonesta.
Entretanto, desenvolvimentos
O que a China tem a perder com a saída da Google
O embate entre o governo chinês e a Google(mais importante e revelador de algo profundo do que possa parecer aos mais distraídos) continua a escalar. A Google mantém-se fiel à sua política de liberdade de informação, que é, no fundo, o seu modelo de negócio (felizmente para nós), e Pequim não só não recua como reforça a censura e o controle da informação. Além do motor de busca censurado, a firewall chinesa não deixa passar serviços para nós tão banais como o Twitter, o Facebook ou o Youtube.
Esta, no entanto, é uma batalha que a China inexoravelmente perderá. E não é só pela vitória moral da empresa norte-americana, que lhe granjeará clientes e adeptos no resto do mundo, que é mercado mais do que suficiente para continuar no topo; é também porque é mais uma machadada na própria competitividade das empresas tecnológicas locais.
«(...) The cost, at least with some influential sectors of its own society, could be steep. In the technology sector, Google is viewed as an innovator that has spurred rapid development of the Chinese Web. Its departure will leave some Chinese companies with greater influence, but could also stifle competition, some fear.
"Google is good at innovation, and when it leaves, the rest of the companies in China will lack motivation. Without its countervailing power, the industry won’t be as healthy,” said Zhang Yunquan, a professor at the Institute of Software at the Chinese Academy of Sciences.
Fang Xingdong, chief executive of Chinalabs.com, said the vast majority of Chinese Internet companies invested little in research and “simply copy each other’s technology.” With Google’s departure, their profits may rise, but China’s Web space will begin to stagnate, he predicted(...)»: Stance by China to Limit Google Is Risk by Beijing - NYTimes.com
Esta, no entanto, é uma batalha que a China inexoravelmente perderá. E não é só pela vitória moral da empresa norte-americana, que lhe granjeará clientes e adeptos no resto do mundo, que é mercado mais do que suficiente para continuar no topo; é também porque é mais uma machadada na própria competitividade das empresas tecnológicas locais.
«(...) The cost, at least with some influential sectors of its own society, could be steep. In the technology sector, Google is viewed as an innovator that has spurred rapid development of the Chinese Web. Its departure will leave some Chinese companies with greater influence, but could also stifle competition, some fear.
"Google is good at innovation, and when it leaves, the rest of the companies in China will lack motivation. Without its countervailing power, the industry won’t be as healthy,” said Zhang Yunquan, a professor at the Institute of Software at the Chinese Academy of Sciences.
Fang Xingdong, chief executive of Chinalabs.com, said the vast majority of Chinese Internet companies invested little in research and “simply copy each other’s technology.” With Google’s departure, their profits may rise, but China’s Web space will begin to stagnate, he predicted(...)»: Stance by China to Limit Google Is Risk by Beijing - NYTimes.com
Leitores digitais: A guerra dos preços
E eis o mercado a funcionar. A guerra dos preços entre os principais produtores de eReaders (leitores digitais), sobretudo os gigantes Sony e Amazon, já está ao rubro e não tarda muito que chegue ao nível dos bolsos mais modestos, como os nossos: Battle of the e-readers heats up with price war - Editors Weblog
Queridas Ondas na Rede
A nova coluna de Paulo Querido no Correio da Manhã. Para quem, como eu, dispensa o Correio da Manhã e acha Paulo Querido indispensável, existe também em forma de blogue. Impressões do mundo e da internet.
Arrancou ontem. E hoje destaca a pedofilia católica apostólica romana e um projecto web de dois jovens de Coimbra, uma espécie de rede social de partilha gastronómica chamada InnerDinner, com todos os ingredientes para ser um sucesso global.
A nova presença mediática de Querido, está aqui: Ondas na Rede
Arrancou ontem. E hoje destaca a pedofilia católica apostólica romana e um projecto web de dois jovens de Coimbra, uma espécie de rede social de partilha gastronómica chamada InnerDinner, com todos os ingredientes para ser um sucesso global.
A nova presença mediática de Querido, está aqui: Ondas na Rede
Ler e a rede: Textos sem contexto
De como a web nos está a mudar, sobretudo enquanto leitores de livros ou consumidores de conhecimento, arte e entretenimento, nem sempre para melhor. Perspectivas mais negras da revolução digital e dos novos média. De como a dispersão prejudica a profundidade: Reading and the Web - Texts Without Context - NYTimes.com
Foi bonita a festa, pá
Hoje foi um dia histórico em Portugal. Por todo o país, dezenas de milhar de pessoas saíram à rua e fizeram a festa da limpeza, uma demonstração de civismo colectivo de que não tenho memória.
O Projecto Limpar Portugal saiu à rua e provou três coisas: o poder da rede no contexto da democracia participativa; a falência da tese pessimista da crise de valores; e que o povo português não é tão apático como parece. E que se alguma coisa está a mudar na nossa sociedade, está a mudar para melhor.
Provavelmente é excesso de optimismo - porque também lá andei, vi o entusiasmo e o número de voluntários em acção no terreno e ando envolvido na organização do meu concelho há uns meses - mas para mim é uma data a assinalar na história do activismo ambiental do nosso país. Ficou imenso por limpar, as nossas matas são efectivamente imundas e indignas de um país civilizado, mas as largas dezenas de toneladas de lixo que foram removidas nem sequer são, quanto a mim, o que de mais importante saiu desta acção nacional.
Além de termos ficado todos mais conscientes da imundice que alastra na nossa natureza, da sensibilização, da mobilização, o que de mais importante aconteceu, quanto a mim, foram as sementes lançadas ao terreno. Por todo o país, se multiplicaram estruturas distritais, concelhias ou de freguesia; por todo o país milhares de voluntários que não se conheciam uns aos outros de lado nenhum, irmanados na mesma causa e na mesma meta, aprenderam a trabalhar uns com os outros e a organizar um evento desta grandeza, com esta complexidade logística, do zero. Não tenho dúvida que em muitos concelhos ou freguesia, este movimento não se vai extinguir depois do dia de hoje. Poderá ter outras designações ou formas, mas vai dar sem dúvida azo a mais acção no futuro. Até porque seria um desperdício, dispersar toda esta energia...
A todos os colegas voluntários do PLP, um grande Bem-Haja!
Brasileiros atentos ao futuro do livro
No contexto do 36º Encontro de Editores e Livreiros do Brasil, São Paulo será palco do 1º Congresso Internacional do Livro Digital no final deste mês. Um evento a acompanhar com atenção por quem se interesse pelas tendências editoriais e pelo futuro do livro: Congresso do Livro Digital
O desencanto consequente
A não perder, esta entrevista ao activista norte-americano Abe Osheroff. A conversa foi conduzida em 2005 mas as suas inquietações são intemporais. Osheroff morreu em 2008 e é um dos heróis dos direitos cívicos e da esquerda norte-americana. É também uma mente brilhante. Um homem realizado que perdeu a esperança; um homem de acção sem utopias nem ilusões. “Hope is a kind of religion, and religions don’t work”. A propósito de um documentário sobre a sua vida agora lançado: No Utopias - Killing the Buddha
Adéle Blanc-Sec segundo Besson
E esta é um must para todos os aficionados de banda desenhada. Qualquer um que se preze reconhece a grandeza do grande mestre Tardi. E, sobretudo, da sua fantástica série com as delirantes desventuras da improvável heroína Adéle Blanc-Sec pelas catacumbas esotéricas e pelas catedrais de Paris povoadas por monstros e criaturas bizarras. Pois é esta mesma heroína que foi adaptada ao cinema pelo também francês Jean Luc Besson, em filme que não tardará a estrear. Por falar em adaptações de Banda Desenhada - e para variar das adaptações norte-americanas dos "comics" e das graphic novels - estava aqui a pensar em certas obras da BD europeia "clássica" que dariam filmes soberbos, como o fabuloso Silêncio, de Comés, ou as sagas de Valerian ou do Vagabundo dos Limbos. Sem falar nas sagas do Manara...
Para já, aí vêm as Aventuras Extraordinárias de Adéle Blanc-Sec:
Para já, aí vêm as Aventuras Extraordinárias de Adéle Blanc-Sec:
Livros: A guerra do hardware
Na óptica deste artigo a emergência do Kindle e do seu (até ver...) arqui-rival da Apple, o iPad, marca uma viragem histórica na actividade editorial e no acesso aos livros. Da mesma forma que o mp3 revolucionou a indústria e o consumo da música.
O autor refere-se naturalmente, sendo a revista americana, à realidade do seu país e de outros países do primeiríssimo mundo, mas como sempre, a tendência de universalização dos dispositivos e dos novos média que lhes vêm associados, é imparável.
Assim a Apple ou a Amazon comecem a olhar para Portugal como um mercado interessante (que não é) e assim as Sony's deste mundo comecem a oferecer alternativas mais baratas e assim as editoras e livreiros nacionais comecem a apostar a sério nos novos formatos e assim os portugueses percam o medo de comprar na web. E etc. Enfim, mais tarde ou mais cedo.
A ler: E-Donnybrook - Magazine - The Atlantic
O autor refere-se naturalmente, sendo a revista americana, à realidade do seu país e de outros países do primeiríssimo mundo, mas como sempre, a tendência de universalização dos dispositivos e dos novos média que lhes vêm associados, é imparável.
Assim a Apple ou a Amazon comecem a olhar para Portugal como um mercado interessante (que não é) e assim as Sony's deste mundo comecem a oferecer alternativas mais baratas e assim as editoras e livreiros nacionais comecem a apostar a sério nos novos formatos e assim os portugueses percam o medo de comprar na web. E etc. Enfim, mais tarde ou mais cedo.
A ler: E-Donnybrook - Magazine - The Atlantic
A edição precisará sempre de mediadores
Por sugestão dos excelentíssimos alfaiates, um excelente artigo acerca da importância da figura do editor na era digital. Imprescindível, como sempre desde que há livros: Publishing will always need its gatekeepers | Books | guardian.co.uk
Pois certamente que sim...
Excelente, este artigo de hoje de Paulo Querido. Da cegueira irracional da lacrimosa indústria dos média face ao mundo que a contempla como um palácio a olhar para um burro e ao futuro que se segue: Racionalidade, amén | Paulo Querido, em Certamente!
Em que é que a internet nos está a transformar?
"A Internet está a fazer-nos mais inteligentes. Este é um dos resultados do mais recente inquérito do Pew Research Center. Pelo quarto ano consecutivo, a Pew Internet & American Life Project e a Elon University's Imagining the Internet Center levam a cabo o estudo «Future of the Internet», no qual pretendem lançar luzes de como a tecnologia irá afectar o ser humano nos próximos dez anos": Inquérito revela prós e contras da Internet
O triunfo dos ebooks e a irrelevância do papel?
Uma perspectiva negra para o papel. O autor faz um contraditório pertinente à opinião generalizada de que o digital não substituirá o papel. Para Sampo Timonen, o ebook e as plataformas de leitura eletrónica são o canto do cisne do papel. E traça para o efeito a devida analogia com a indústria fonográfica e a presente irrelevância coleccionista dos discos em vinil.
A pertinência advém em grande medida, quanto a mim, da tendência digital avassaladora que se verifica nos Estados Unidos, que são o tubo de ensaio e a rampa de lançamento para quase todas as tendências culturais e tecnológicas relevantes no mundo desde há muito tempo. Nos Estados Unidos é para aí que parece caminhar o mercado e se tudo correr como normal, o resto do mundo acompanhará. A vários ritmos, naturalmente.
As dinâmicas que o autor refere são reais, sem dúvida e o consumo de média em papel terá certamente tendência a descer (como já verifica nos jornais, por exemplo). Salvaguarda que o papel não acabará, mas será, tão só, reduzido à mesma insignificância dos vinis. Mas peca, quanto a mim, por subestimar o papel do papel num mundo mais digital. Ou, por outras palavras, esquece-se que a indústria da celulose também não anda a dormir...: E-Books: the next killer application?
A pertinência advém em grande medida, quanto a mim, da tendência digital avassaladora que se verifica nos Estados Unidos, que são o tubo de ensaio e a rampa de lançamento para quase todas as tendências culturais e tecnológicas relevantes no mundo desde há muito tempo. Nos Estados Unidos é para aí que parece caminhar o mercado e se tudo correr como normal, o resto do mundo acompanhará. A vários ritmos, naturalmente.
As dinâmicas que o autor refere são reais, sem dúvida e o consumo de média em papel terá certamente tendência a descer (como já verifica nos jornais, por exemplo). Salvaguarda que o papel não acabará, mas será, tão só, reduzido à mesma insignificância dos vinis. Mas peca, quanto a mim, por subestimar o papel do papel num mundo mais digital. Ou, por outras palavras, esquece-se que a indústria da celulose também não anda a dormir...: E-Books: the next killer application?
Photosynth: imagens em 3D
Outro serviço web que saiu recentemente dos Live Labs da Microsoft e que permite fazer coisas fantásticas com fotos digitais: Photosynth: Your photos, automatically in 3D.
Seadragon: fotos à lupa
E eis uma das "brincadeiras" em que andam entretidos os criativos da Microsoft. Ideal para fazer zoom a qualquer imagem que se encontre na web: Seadragon.com
Super-chip de cristal
O futuro da informática passa pelos cristais?: cristais mistério com memória de elefante
A Sony contra-ataca
A Apple não foi pioneira nesta tecnologia dos tablets mas, como é habitual, foi pioneira no espalhafato. Já vêm a caminho, no entanto e como previsível, novas e melhores alternativas. Sobretudo tendo em conta a proverbial cultura tribal da empresa da maçã colorida, avessa a aplicações terceiras e freewares. As propostas da Sony serão sem dúvida mais atraentes para o grande público. Esperemos que também a nível do preço.
Penso que o mercado português irá responder mais lentamente, mas o boom recente de vendas de laptops e de dispositivos portáteis é um bom prenúncio da deslocação gradual da informação e do conhecimento para o digital. No que toca aos livros, só falta uma dinâmica e uma estrutura de produção de conteúdos à altura desta tendência e um ambiente mais favorável de negócio - Seja a nível de empresas ou grupos editoriais, seja a nível de autores e editores independentes; Seja a nível de conteúdos digitais ou "on demand". Mas o futuro dos livros e dos média passa sobretudo por aqui: Sony apostada em rivalizar com Apple
Penso que o mercado português irá responder mais lentamente, mas o boom recente de vendas de laptops e de dispositivos portáteis é um bom prenúncio da deslocação gradual da informação e do conhecimento para o digital. No que toca aos livros, só falta uma dinâmica e uma estrutura de produção de conteúdos à altura desta tendência e um ambiente mais favorável de negócio - Seja a nível de empresas ou grupos editoriais, seja a nível de autores e editores independentes; Seja a nível de conteúdos digitais ou "on demand". Mas o futuro dos livros e dos média passa sobretudo por aqui: Sony apostada em rivalizar com Apple
Os direitos do consumidor na era digital
Interessante, este último flash-report do Observatório da Comunicação. Entre outras coisas, confirma intuições acerca da credibilidade da comunicação social e ao muito caminho que os novos-média têm de fazer em Portugal para ganhar a confiança dos públicos. A rádio ainda é o meio mais credível: OberCom - Protecção do Consumidor na Era 2.0
Porto Editora aposta nos conteúdos digitais para suportes móveis
«Segundo o responsável, estão disponíveis "resumos de estudo de obras em língua portuguesa de autores consagrados que são abordados no ensino secundário", com vista a "apoiar o estudo dos alunos que, quando estão a preparar-se para os exames, podem agora aceder a conteúdos via telemóvel", seja para leitura ou audição.
Às obras «Felizmente Há Luar», de Luís de Sttau Monteiro, e «O Memorial do Convento», de José Saramago, juntar-se-ão, em breve, «Os Maias», de Eça de Queirós, «Frei Luís de Sousa», de Almeida Garrett, «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Os Lusíadas», de Luís de Camões»: «Adaptar conteúdos aos dias de hoje sem substituir os antigos»
Às obras «Felizmente Há Luar», de Luís de Sttau Monteiro, e «O Memorial do Convento», de José Saramago, juntar-se-ão, em breve, «Os Maias», de Eça de Queirós, «Frei Luís de Sousa», de Almeida Garrett, «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Os Lusíadas», de Luís de Camões»: «Adaptar conteúdos aos dias de hoje sem substituir os antigos»
A ciber-guerra e a instrumentalização do medo
Uma outra perspectiva acerca do perigo cibernético. De como também há gente interessada em manter o medo e de como alimentar a psicose colectiva do terrorismo e da guerra na rede também é um negócio da china - tal como é, em certa medida, a psicose (ainda que talvez mais justificada) dos vírus informáticos, que alimenta uma indústria anti-viral bilionária. Trata também de resquícios, poderosos, da administração Bush. Não iria tão longe ao ponto de desvalorizar o perigo, que é real, mas não há dúvida que a sua sobre-valorização interessa a alguém: Cyberwar Hype Intended to Destroy the Open Internet | Threat Level | Wired.com
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A crise moral
«(…) Apesar desse seu diagnóstico todos os dias ouvimos dizer que a nossa sociedade é, cada vez mais, uma sociedade sem valores, como é que ...
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«(…) Apesar desse seu diagnóstico todos os dias ouvimos dizer que a nossa sociedade é, cada vez mais, uma sociedade sem valores, como é que ...
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The Future of the Internet - Smashing Magazine
















