Um contributo precioso para a história das ideias

Simplesmente fantástico, este projecto acabadinho de sair dos fervilhantes Google Labs. Com a ajuda de gráficos simples e claros e uma imensa base de dados de cinco milhões de livros (alojados no Google Books), temos um vislumbre da ascensão e declínio de conceitos e palavras ao longo dos últimos quinhentos anos da história humana. É explorar, meus amigos, é explorar: Google Ngram Viewer

 Neste gráfico fica patente, por exemplo, a partir de que momento na história o mundo de língua inglesa (isto é, o resto do mundo) começou a dar mais importância ao Brasil do que a Portugal.

Da literatura

«(...) Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela.(...)»

Mario Vargas Llosa in "Em Defesa do Romance". Integralmente aqui ou aqui

Despesas militares comparadas

Um gráfico extraordinário, que ajuda a colocar as coisas na sua devida perspectiva. No top 50 dos países que mais gastam dinheiro com a tropa, por relação ao seu orçamento nacional, a maioria é do chamado "terceiro mundo", e sobretudo do chamado mundo árabe, nações que certamente deveriam ter outras prioridades (só falta dizerem que a culpa é de quem vende...) de investimento, sendo que os EUA ficam em 28º: Orçamento militar - porcentagem do PIB - Comparação entre Países

A última década e o lado cheio da garrafa

Na Foreign Policy. Uma excelente análise da primeira década do século XXI, aparentemente trágica para os adeptos da narrativa apocalíptica. Uma janela sobre balanços que não fazem manchetes:

«The past 10 years have gotten a bad rap as the "Naughty Aughties" -- and deservedly so, it seems, for a decade that began with 9/11 and the Enron scandal and closed with the global financial crisis and the Haiti earthquake. In between, we witnessed the Asian tsunami and Hurricane Katrina, SARS and swine flu, not to mention vicious fighting in Sudan and Congo, Afghanistan and, oh yes, Iraq. Given that our brains seem hard-wired to remember singular tragedy over incremental success, it's a hard sell to convince anyone that the past 10 years are worthy of praise.

But these horrific events, though mortal and economic catastrophes for many millions, don't sum up the decade as experienced by most of the planet's 6-billion-plus people. For all its problems, the first 10 years of the 21st century were in fact humanity's finest, a time when more people lived better, longer, more peaceful, and more prosperous lives than ever before.»

Opening Gambit: Best. Decade. Ever. - By Charles Kenny | Foreign Policy

Ray Bradbury. 90 anos.


«The things that you do, should be things that you love, and the things that you love should be things that you do».

Viver no espaço

Nos anos 70, a agência espacial NASA pediu a artistas para criarem futuras colónias humanas no espaço. O resultado está aqui: Totally Awesome Space Colonies - Boing Boing

A crise moral

«(…) Apesar desse seu diagnóstico todos os dias ouvimos dizer que a nossa sociedade é, cada vez mais, uma sociedade sem valores, como é que ...